sábado, 22 de setembro de 2012

Dívida

Tantas vezes você, tão perto de mim,
Eu desapercebida a não ver ter olhar...
Você vigilante em minha horas escuras
Eu indiferente a não vê-la chegar...

Por mim tantas vezes enfrentaste abismos
Eu insatisfeita sempre a pedir-lhe mais,
Você mãe, em gesto manso e preciso
Fazendo o impossível ao ninar meus ais...

Hoje cansada e nem um pouco contente
Relendo aos passos contigo vividos
Voltei-me mãe, a suplicar-lhe um abraço
E não te encontrei... já havias partido...

Fátima Fleming