Criança sem lar ao relento
Maltrapilha em qualquer rua
Encolhe-se a dormir na calçada
Da casa que não é sua...
Dói-lhe fundo a dor da miséria,
O chicote do mundo hostil,
Roupa nova comprada na loja
Nunca teve, nunca vestiu...
Sem sonhos, sem sapatos
Sem sobrenome, sem alento,
Raiz fraca... Planta pequena
Quase arrancada no vento,
Segue ao léu tenebrosa franzina
Sorrindo um riso arremedo
Porém resguarda esperanças
No coração em segredo...
Assim vai perambulando... Esquecida
No espaço do anonimato...
Os sonhos se petrificando;
Ao crime, mais um candidato.
Fátima Fleming.

Que linda poesia... chorei... :(
ResponderExcluirParabéns Dona Fátima! Merece um livro!
ResponderExcluirQue maneira linda de expressar a realidade de nosso Brasil! Parabéns Dona Fátima!
ResponderExcluirQ MAIS POSSO DIZER...SENSACIONALLLLLLLLLL...ESTA É MINHA IRMA GENTEMMMMMMM!!!
ResponderExcluirela é profissional amiga! parabéns
ResponderExcluirEspetacular !Sou sua fã.
ResponderExcluirFANTASSSSTICO!!!
ResponderExcluirTE AMOOOOOOOO DEMAISSSS, FÁTIMA FLEMING!!