Menina tão mansa
E já tão sofrida...
Olhinhos carentes,
A seguir a gente
Na rua comprida...
O que dizer-te agora,
Se tanto faz hora
O bem à tua vida?
Vai assim desolada,
Com a fome danada
Danada e doída...
Sem ninguém ao seu lado
Que lhe de cuidados
Que a queira sarar...
A dormir ao relento
Sem afeto... Sem alento...
Sem o abraço de um lar.
Fátima Fleming
Mais uma verdade sobre nosso Brasil. Lindo Fátima!
ResponderExcluirmerecia um livro sabia?
ResponderExcluirVemos cenas assim todos os dias nas ruas... Seu poema nos faz lembrar como é triste essa realidade com palavras tão lindas! Parabéns!
ResponderExcluirFÁ MINHA IRMA VC É UM GENIO !
ResponderExcluirTENHO ORGULHO DE TI!