segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carência

Menina criança
Menina tão mansa  
E já tão sofrida...
Olhinhos carentes,
A seguir a gente
Na rua comprida...
O que dizer-te agora,                        
Se tanto faz hora                                  
O bem à tua vida?                                  
Vai assim desolada,
Com a fome danada      
Danada e doída...
Sem ninguém ao seu lado
Que lhe de cuidados
Que a queira sarar... 
A dormir ao relento
Sem afeto... Sem alento...
Sem o abraço de um lar.



Fátima Fleming

4 comentários:

  1. Mais uma verdade sobre nosso Brasil. Lindo Fátima!

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  2. Vemos cenas assim todos os dias nas ruas... Seu poema nos faz lembrar como é triste essa realidade com palavras tão lindas! Parabéns!

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  3. FÁ MINHA IRMA VC É UM GENIO !
    TENHO ORGULHO DE TI!

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